O Sorobã

( MEC – Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial)

Aspectos históricos

O sorobã ou ábaco, aparelho de cálculo de procedênciajaponesa, adaptado para o uso de deficientes de visão, vemmerecendo crescente aceitação no ensino especializado, emvirtude da rapidez e da eficiência na realização das operaçõesmatemáticas (adição, subtração, multiplicação, divisão,radiciação, potenciação), de seu baixo custo e de sua grandedurabilidade.

No Japão, mesmo na era da informática, ainda se ensinatradicionalmente o uso do sorobã, de pai para filho e,oficialmente, a partir da terceira série. Seu uso, hoje comum paratodo tipo de cálculo nos lares, firmas ou escolas regulares, foiimplantado na educação de cegos há mais de cem anos.

Nas últimas décadas, o sorobã vem sendo difundidocomo um recurso auxiliar na educação de pessoas cegas emvários países, como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra,Austrália, África do Sul, Alemanha, Colômbia e outros, além do Brasil.Com o avanço tecnológico, as escolas especiais paracrianças e adultos com deficiências da visão substituíram o usotradicional do cubarítmo pelo sorobã.

Ambos são aparelhosdestinados ao ensino da Matemática, sendo que o sorobã,também denominado ábaco japonês, é mais eficiente,contribuindo para a independência e integração mais rápida dodeficiente da visão à sociedade, por oferecer-lhe mais rapideze segurança, pela precisão e eficiência do aparelho. Por suavez, o cubarítmo tem a vantagem da representação espacial dasoperações.

No Brasil, o sorobã foi adaptado para uso de cegos em1949, por Joaquim Lima de Moraes. Hoje, o uso do sorobã é devalor reconhecido por professores especializados e pessoascegas, e ainda requer uma orientação precisa e objetiva sobreas técnicas apropriadas para sua utilização. Seu emprego naaprendizagem da Matemática faz parte do currículo do Ensino Fundamental para alunos com deficiência visal, sendo adotadopelo sistema educacional em todo território nacional.

Descrição do Instrumento

O sorobã ou ábaco é um instrumento matemático,manual, que se compõe de duas partes, separadas por umarégua horizontal, chamada particularmente de “régua denumeração”. Na sua parte inferior apresenta 4 contas em cadaeixo. A régua apresenta, de 3 em 3 eixos, um ponto em relevo,destinado, principalmente, a separar as classes dos números.Há sorobãs que apresentam 13, 21 ou 27 eixos, sendoque o mais comum entre nós é o de 21 eixos, utilizado pelo cego,a partir do início da alfabetização, percorrendo toda a vida escolardo aluno com uso incorporado a sua vida cotidiana.Partes que compõem o sorobã:

Legenda:

1. Moldura assentada sobre suportes de borracha,na parte inferior da base do sorobã, evitando seudeslizamento desnecessário.

2. régua de numeração, que divide o sorobã em duaspartes: partes superior e parte inferior.

3. parte superior.

4. parte inferior.

5.eixos, hastes verticais sobre os quais semovimentam as contas.

6. contas, situadas na parte superior da régua, sendouma em cada eixo.

7. contas, situadas na parte inferior da régua, sendoquatro em cada eixo.

8. pontos em relevo existentes ao longo da réguade numeração, localizando cada um de três emtrês eixos dividindo-a em sete espaços iguais ouem 7 classes, consideradas da direita para aesquerda.

9. borracha colocada em cima da base da moldura dosorobã, impedindo que as contas deslizemlivremente, isto é, sem que o operador as tenhamanipulado.

Recomendações para a utilização do sorobã•

Posião Correta do Sorobã

O sorobã deve ser colocado na mesa, no sentidohorizontal, devendo a parte inferior, ou seja, a que possui quatrocontas em cada eixo, estar voltada para o operador. Deve ficarparalelo e bem em frente ao operador, evitando-se qualquerinclinação dos lados.

• Postura Adequada do Operador

O operador, quando sentado, deve manter o tronco naposição ereta. Os antebraços não devem ficar apoiados namesa, a fim de que não seja dificultada a movimentação dasmãos.

• Movimentos dos Dedos

Para efetuar registro de números e cálculos no sorobã,utilizam- se dois dedos: indicador e polegar das duas mãos.O indicador serve para abaixar e levantar as contas daparte superior, bem como abaixar as contas da parte inferior.O polegar é utilizado somente para levantar as contasda parte inferior.

Metodologia de trabalho

Para o aprendizado do uso do sorobã, propõem-se aulasteóricas associadas às aulas práticas, com duração eperiodicidade a ser definida pelo professor especializado, juntoa seu aluno, sendo que a avaliação será sistemática eassistemática, mediante exercícios de aprendizagem e fixação durante todo o programa.



Escrita dos números

Para operar o sorobã, devemos colocá-lo sobre a mesa,de modo que o retângulo inferior, o mais largo, fique próximo do operador.

A escrita de números é feita pelo deslocamento das contascom as extremidades dos dedos, para junto da régua. Cada contado retângulo inferior vale uma unidade da ordem a que corresponde,enquanto que cada conta do retângulo superior vale cinco unidadesda ordem a que corresponde. Quando todas as contas do mesmoeixo estiverem afastadas da régua, aí estará escrito zero.Antes de iniciar a operação, verifique se todas as contasestão afastadas da régua de modo que fique registrado zeroem toda sua extensão

.Para escrever 1, 2, 3, 4, desloque sucessivamente, parajunto da régua, uma, duas, três ou quatro contas do retânguloinferior.Para escrever 5, desloque para junto da régua, umaconta do retângulo superior.Para escrever 6, 7, 8, 9, desloque sobre o mesmo eixoa conta do retângulo superior, juntamente com uma, duas, trêsou quatro contas do retângulo inferior.Para numerais de dois ou mais algarismos, utilize tantoseixos quantos forem os algarismos, observando que os pontosem relevo funcionam naturalmente, como separadores declasses.A escrita de qualquer número deve ser feita a partir dasua ordem mais elevada.Para representar um número isolado em qualquer partedo sorobã, escreva a unidade à esquerda de um dos pontos emrelevo.

Leitura dos números

Para realizar a leitura de qualquer número, desloque odedo indicador sobre a régua, a partir da direita, procurandolocalizar a ordem mais elevada, contando os pontos separadoresdas classes, se for o caso. A partir daí, a leitura é feitanormalmente, iniciando-se pela ordem mais elevada.

Orientação metodológica

1.a aprendizagem da escrita e da leitura de numeraisdeve ser feita simultaneamente por se constituírem de processosque se completam;

2.maior eficiência nas técnicas operatórias no sorobãpoderá ser alcançada desde que o aluno seja orientado, de início,para utilizar ambas as mãos independentemente, tanto na leituraquanto na escrita. A mão direita deve atuar da 1ª à 4ª classe e amão esquerda nas classes restantes;

3.a escrita e a leitura de numerais poderão ser maiseficientes se o aluno utilizar o indicador para as contas doretângulo superior, e o polegar para as do retângulo inferior;

4.o deslocamento dos dedos, na leitura e amovimentação das contas na escrita, devem ser feitas demaneira suave e precisa, evitando-se assim o deslocamentodesnecessário de outras contas;

5.nos exercícios de leitura, os numerais devem serescritos pelo professor, pois a escrita feita pelo próprio alunoprejudicará o objetivo principal dessa atividade;

6.a aprendizagem da escrita e da leitura consideradastécnicas básicas para a utilização do sorobã, deve serconsolidada pela realização de muitos e diversificadosexercícios;

7.os alunos não devem utilizar sorobã que estejam emmal estado de conservação; cumpre ao professor verificar oestado do aparelho, bem como orientar os alunos no sentido demantê-los sempre em perfeito estado.

A utilização do sorobã por um aluno cego integradonuma classe comum não exigirá, necessariamente, por partedo professor, conhecimento de sua técnica operatória, visto queo uso, o domínio e o ensino dessa técnica será atribuição doprofessor especializado. Entretanto, se o professor dematemática quiser aprender, será mais um recurso deconcretização da aprendizagem benéfica para a classe toda. Aconscientização da escola, no sentido de compreender que osrecursos específicos podem trazer diversidade metodológica,contribuindo para a melhoria do ensino-aprendizagem da escolatoda, é de fundamental importância.

O professor da classe comum poderá realizarobservações quanto à deficiência no uso do aparelho e discuti-las com o professor especializado:

•se o aluno utiliza apenas uma das mãos para escrita ou leitura dos números;

•se o aluno utiliza ambas as mãos;•

se o aluno realiza cálculos com exatidão;

•se, na resolução de situações-problema, o alunoanota os dados numéricos no aparelho.

Nas oportunidades em que estejam sendo efetuadoscálculos, em sala de aula, o professor da turma poderá observarse o aluno está utilizando-se do sorobã e solicitará que ele expresse verbalmente as respostas, com o que avaliará aeficiência do uso do aparelho.

Quanto ao uso do sorobã, cumpre esclarecer que suatécnica operatória difere, fundamentalmente, da usual em nossasescolas, considerando que:

•os números são dispostos linearmente, emboraseparados por espaço;•

em operações como a adição, por exemplo,opera-se da ordem mais elevada para a ordemmais baixa.

Recomenda-se que, vencida a fase de concretizaçãodas operações de cálculo, o aluno deva aprender a técnica decada operação no sorobã, a fim de poder participar normalmentedas aulas com os demais alunos.

Em relação ao professor especializado, sugerimos:

•utilizar uma caixa matemática própria nacomposição de números;•

orientar o aluno para o uso correto de ambas asmãos;•

adquirir domínio do conteúdo que esteja sendodesenvolvido nas aulas, para evitar qualquer formade defasagem na aprendizagem;

•associar o uso do sorobã ao desenvolvimento docálculo mental, funcionando o aparelho como meiode anotação dos resultados obtidos;

•propiciar vivências em atividades esportivas,lúdicas e recreativas.

Cálculo Mental

Considerando não como único recurso, mas comoalternativa necessária para o uso de uma pessoa cega, o cálculomental deve ser estimulado entre os alunos, logo que estesapresentem condições de realizá-lo, vencida a fase de concretização das operações matemáticas. Não poderá serexigida do aluno, na fase inicial, a realização de etapas maisavançadas, porque se visa apenas a familiarização com osnúmeros e o desenvolvimento da habilidade de calcular, recursode grande valia para a vida prática de uma pessoa cega.

A familiarização com o cálculo mental facilitará, emetapas mais avançadas, o estudo da álgebra, para o qual éexigido certo grau de abstração.

Material Didático

O uso do material didático assume destacadaimportância no ensino especializado, em geral. Tal importânciaadvém do fato de a cegueira – ou outra deficiência visual –constituir sério obstáculo, que afasta o indivíduo da realidadefísica.

Desta forma, crianças com cegueira congênita ouadquirida precocemente apresentam mais restrições devivência e experiências que as crianças videntes. Estacircunstância, como já foi anteriormente referido, poderá influirno rendimento escolar do aluno, como em toda sua vida.

Nesta ordem de idéias, o conceito de material didáticopara o ensino especializado é muito mais amplo que para oensino comum, no qual o professor utiliza recursos na medidadas necessidades. Quando se trata de alunos cegos, ainda sãomaiores as carências. Para eles, o material vivenciará situaçõescorriqueiras, fornecendo informações que enriquecerão seuacervo de conhecimentos como educando. Cada situação vividaem classe supõe uma série de conceitos, sobre os quais oprofessor trabalhará.

No caso de um aluno cego, as lacunas porventuraexistentes deverão ser preenchidas por situações funcionaiscriadas em classe ou na sala de recursos e repassadas algumasexperiências significativas para vivenciar-se em casa e na comunidade.

Considerações mais aprofundadas sobre o materialdidático para alunos cegos, em geral, dependerão dascircunstâncias, cabe no entanto destacar que ele deve ser farto,variado e significativo.

Farto, para atender a diferentes situações; variado, paradespertar o interesse do educando; e significativo, para atenderàs finalidades a que se propõe.

Quanto à origem, o material didático pode ser:

•o mesmo usado pelos alunos de visão normal(objetos para formar conjuntos, Cuisinare paratrabalhar relação de tamanho e quantidade,Tangran para percepção e relações geométricas,raciocínio e criatividade, material dourado para osistema métrico e operações básicas);•

especialmente adaptados tais como instrumentode medida com marcação especial;

•blocos lógicos para classificação e seriação comtexturas, baralho para trabalhar conceitosnuméricos, adição e subtração;

•especialmente elaborado para os alunos cegos.

É importante considerar que o material concreto reduza abstração nas situações de aprendizagem, reduzindo asexposições verbais, atendendo assim à realidade psicológicado aluno.

A seleção e adaptação de material é uma das maisimportantes atribuições do professor especializado porque,dispondo de informações sobre os alunos deficientes econhecendo as peculiaridades do ensino especializado, poderádesincumbir-se com vantagem dessa tarefa.

O ensino de Matemática deve atender à realidadepsicológica do aluno nas séries iniciais de escolarização,especialmente na fase de alfabetização.

Levando-se em conta que um objetivo pode ser atingidopor meio de diferentes situações de aprendizagem e que, inversamente, a mesma situação pode atender a vários objetivos,com a finalidade de facilitar o trabalho do professor, serãorelacionados adiante os objetivos do estudo da Matemática quenessa fase da alfabetização se integra, mais que em outras, àsdemais atividades

Vale lembrar que as diferentes situações deaprendizagem devem ser encaradas apenas como sugestõesde atividades e nunca como modelos rígidos para atingirdeterminado objetivo. A partir dessas sugestões o professororientará seu trabalho, modificando-as e adaptando-as, segundoas condições materiais de que dispuser, a realidade e ointeresse dos alunos.

Os objetivos referidos anteriormente são:

•reconhecer os objetos pelo tato;•utilizar a noção de grandeza pela percepção doespaço que seu corpo pode ocupar;•

reconhecer a igualdade como relação deequivalência;•identificar as horas exatas na construção da noçãode tempo;

•reconhecer objetos pelo tato e nomeá-los;•construir o conceito de união de conjuntos;

•identificar o peso dos objetos, associando asexpressões verbais;

•realizar adições, utilizando a palavra soma paraindicar o resultado;•

identificar, pelo tato, as moedas do sistemamonetário nacional;

•reconhecer a subtração como uma adiçãosuplementar;

•utilizar o conceito de equivalência utilizando osímbolo;

•utilizar o conceito de seriação, usando as expressões: primeiro, segundo, último, etc.;

•identificar relações de espaço entre seu corpo eoutros objetos;

•deslocar-se com desembaraço em ambienteconhecido, seguindo direções.

Dando continuidade à escolarização, em especial, paraas quatro primeiras séries, o professor precisará atentar paraos seguintes pontos:

•os materiais escolhidos, além de serem de baixocusto e de fácil obtenção, têm a vantagem depoder ser utilizados tanto por alunos cegos comopor alunos videntes;•

algumas atividades que envolvam o uso do própriocorpo podem ser realizadas por qualquer aluno,como alternativa, propiciando oportunidade paramelhor integração entre os alunos;•

atividades como “deslocar-se de um ponto a outro,percorrendo caminhos determinados por cordas,em linha reta, ziguezague ou em linhas sinuosas;observar a diferença entre os percursos realizados”

e muitas outras favorecem a formação deesquemas mentais, habilidade que tem grandevalia na mobilidade de uma pessoa cega;

•o conhecimento da forma dos numerais usadosna escrita comum apresenta vantagens para oaluno cego: a de poder utilizá-los em situaçõespráticas e a de compreender a distinção entrenúmero e numeral;

•a solução de problemas que envolvam quantiasprecisa ser associada ao manuseio de notas emoedas de diversos valores, em situações decompra e venda. Essas situações devem serestimuladas no caso do aluno cego porque, emgeral, os familiares impedem-no de fazer comprasdiretamente;

•as atividades que compreendem leitura de horasrequerem repetições sistemáticas a fim de seremfixadas, pelo fato de a criança cega não dispor deoportunidades para verificar as horas a todo omomento, por exemplo, nos relógios de outraspessoas, nas casas comerciais, em lugarespúblicos, etc.;

•a prática de exercício de efetuar medições (metro,litro, quilograma) impede que o conhecimentodelas se reduza a noções teóricas sobreconversões e cálculos.O uso de instrumentosadaptados produzirá excelentes resultados;

•no caso particular do estudo de frações, sugerimoso uso de farto material concreto para boa compreensão dos conceitos a serem transmitidos.

A partir da 5ª série do ensino fundamental, o aluno cego,já dominando mecanismos de leitura e escrita em braille, o usodo sorobã, o cálculo mental, etc. – que lhe permitem umdesempenho mais independente na classe – dispensará, porcerto, a assistência mais freqüente do professor especializado.

Ao professor da classe comum compete apresentarconteúdos, acompanhar e verificar a aprendizagem do alunocego como a de qualquer outro aluno.

Recomendações

As questões básicas ora expressas, já foramdesenvolvidas ao longo do presente trabalho; entretanto,julgamos oportuno reuni-las aqui, por se tratarem de pontosessenciais para a ação do professor junto a alunos cegos ouaos de baoxa visão, integrados nas classes comuns.

Ao professor da turma cabe:

•procurar obter todas as informações sobre comoo aluno com deficiência visual percebe o meio,elabora suas percepções, pensa e age;•

tomar a seu cargo a tarefa de ensinar, acompanhare verificar a aprendizagem, deixando ao professores pecializado as tarefas que dependam deconhecimento específico ou do uso de recursosespeciais;

•recorrer ao professor especializado sempre quenecessitar de orientações específicas quenorteiem seu trabalho em classe;•

verbalizar, na medida do possível, situações quedependem exclusivamente do uso da visão;

•procurar não isentar o aluno com deficiênciavisual da execução das tarefas escolares;

•fazer as verificações de aprendizagem do alunocom deficiência visual no mesmo momento emque as realiza com os demais alunos;

•utilizar, quando possível, materiais que atendamtanto ao aluno com deficiência visual quanto aosde visão normal;

•propiciar oportunidades para que o alunovivencie certas situações que interessem aodesenvolvimento da matéria.

Ao professor especializado cabe:

•não tomar a seu cargo a tarefa de ministrar aulasde Matemática ao aluno deficiente, limitando-se a executar, quando necessário, trabalhocomplementar ao do professor da turma;•

conhecer os símbolos matemáticos em braile eseu emprego, orientando-se em manual próprio;

•conhecer a técnica de cálculos no sorobã;

•colaborar na seleção, adaptação ou elaboraçãode material didático.

No entanto, o ensino da matemática para alunosdeficientes visuais requer a utilização de vários recursosmateriais especiais adaptados além do sorobã já citado.

O material abaixo relacionado é oferecido comosugestão para ser utilizado em situações nas quais o materialcomumente adotado para os alunos de visão normal, nãopode ser usado com eficiência por alunos cegos. Para estes,torna-se indispensável a utilização de:

•sorobã;•

pequenas barras de madeira, de diferentestamanhos, divididas em partes iguais;

•cordas de várias espessuras;•

fios de diferentes espessuras;

•botões de diversos tamanhos e formatos;

•chapinhas;

•discos lisos e ásperos;•

pequenos quadrados e triângulos lisos eásperos;•

metro rígido, em madeira, com marcações emrelevo;

•fita métrica adaptada;

•réguas, adaptadas, de diferentes tamanhos;

•metro articulado;

•tiras de papelão, com espessuras variadas de1mm a 5mm;

•quadrados em papelão, de diferentes tamanhos;

•recipientes em plástico com capacidades de: 1litro, 1/2 litro e 1/4 de litro;•cubos de madeira;

•pesos em metal com: 1, 10, 50, 100, 250, 500 e1000 gramas;

•balança adaptada;

• modelos de figuras geométricas planasrecortadas em cartolina, papelão e madeira;

•hastes de metal, de diferentes tamanhos, paraformar figuras geométricas;•

modelos de sólidos geométricos, em madeira;

•retângulos de borracha, colados sobre madeira,para produzir, com caneta esferográfica oupunção, desenhos em relevo;•

transferidor adaptado, apresentando pequenossulcos de 10º em 10º e no qual sejam fixados,por meio de um parafuso, suas hastes de metalcomo os ponteiros de um relógio;•

prancha com tela para desenho e gráficos emrelevo;•caixa de matemática, com tela ou folhamilimetrada para representação de desenhogeométrico ou gráfico (tipo geomatic, com alfinetede cabeça e elástico para demonstração).

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~ por Blog Acessibilidade em 1 de fevereiro de 2011.

Uma resposta to “O Sorobã”

  1. Parábens Juh pela escolha do material postado, claro, pedagógico, amplo.
    Bjs da Iara.

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